29 de mai de 2010

“Vamo no Boca hoje?”

Saiba o que os músicos e o público teresinense acham do projeto Boca da Noite.

Quarta – feira é tradição ouvir burburinhos em ônibus, salas de aula ou ambientes de trabalho com a seguinte indagação: “Ei, quem vai tocar no Boca hoje, hein?” O “Boca” em questão é o Projeto Boca da Noite, um grande revelador de talentos musicais dentro do cenário piauiense. Todas as quartas feiras lá se apresentam bandas de diversos estilos, sendo eles rock, reggae ou MPB. Todas as quartas feiras também várias tribos da cidade deslocam-se dos mais variados bairros em direção ao espaço cultural Osório Júnior, no Clube dos Diários, a fim de curtir a noite, beber alguma coisa e ouvir uma música autoral. 
Cartaz Oficial do Projeto - Fonte: Divulgação
Para muitos músicos o projeto cultural promovido pela FUNDAC é a principal forma de se mostrar para o público. “O foco maior de quem toca no Boca da Noite é realmente pela divulgação que o evento proporciona ao artista. É um espaço muito visado, tem um público certo, tem os requisitos pra se tocar lá, a banda recebe cachê”, se empolga Marcos Medeiros, vocalista e percussionista da banda Sapucaia.
 Local do projeto - Fonte: SEID
Tal apresentação de novos grupos também é, obviamente, interessante aos espectadores. O público tem sempre a oportunidade de conhecer materiais recentes e com potencial, uma vez que existe uma seleção feita pela própria FUNDAC baseada em gravações e fotos dos grupos. “É bem interessante ir ao Boca da Noite, porque é um lugar onde tem sempre bandas interessantes tocando, bandas de qualidade, e é um lugar onde não encontramos aquelas bandas de forró”, argumenta Achylles Costa, professor e músicos dos tempos em que não existia o projeto e que hoje é apenas espectador.
“Cara, tocar no Boca da Noite é bem interessante, pela diversidade de público. Depois que você toca lá e vai tocar em outro lugar as pessoas já ti conhecem: ‘Pô, aqueles caras tocaram no boca da noite outro dia’. Outra coisa, o som não é ruim, mesmo podendo ser bem melhor, principalmente com relação a retorno, além no cachê que é bom para uma banda iniciante”, apresenta Pedro Júlio, da banda de Alcides Valeriano, as vantagens de tocar nas quartas na noite do centro de Teresina.
Show lotado da banda Megahertz no final de abril. - Fonte: Caio Bruno
Os veteranos comprovam o poder que uma quarta feira no Boca da Noite pode proporcionar. “Tocamos lá duas vezes, na primeira a repercussão foi muito grande, inesperada. Principalmente porque na época a banda tava meio que no auge aqui em Teresina. Na segunda, a banda tava meio apagada do cenário e o Boca da Noite serviu para dar uma reavivada no espírito”, conta Rubens, ex-vocalista e guitarrista da conhecida banda punk Káfila. Rubens ainda complementa aos risos: “Aliás, quem é que vai tocar lá hoje, hein? Faz tempo que não dou uma passada por lá”.     

Por: Zé Orlando
e-mail: orlando_jr88@yahoo.com.br

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