8 de jun de 2010

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A subutilização dos espaços culturais dentro da UFPI
Todo estudante espera uma experiência de vida totalmente nova, dentro do espaço universitário depois de passar três anos no ensino médio e, quiçá, um ou dois de pré-vestibulares de pura pressão psicológica e aulas no sentido depositor-depositante durante todo o dia.
Depois que este mesmo aluno ouve seu nome no rádio na lista de aprovados no vestibular ele passa a imaginar mil coisas sobre como será bem mais interessante a sua vida já que (pelo menos este aluno assim imaginava) estará entrando num espaço de efervescência de conhecimento e de cultura artística.
Logo no primeiro período, o nosso personagem conhece alguns músicos bons, poetas e artistas plásticos, o que aumenta ainda mais a sua expectativa inicial. No entanto, esta expectativa começa a ser desconstruída em suas primeiras aulas, quando é percebido que a maioria dos professores, igualmente como nos seus anos anteriores (anos escolares), trabalham dentro daquela perspectiva na qual os mestres detêm o conhecimento e os estudantes estão somente absorvendo-o.
Quando estudantes veteranos vão a sua turma e se informam sobre a calourada e dizem que ela ocorrerá no Espaço Cultural Noé Mendes mesmo sendo pago e, diferentemente de outros palcos existentes dentro do campus, sendo um espaço impessoal, o nosso calouro indaga: por que nossa calourada irá ocorrer lá no Noé Mendes, não seria mais prático fazê-la no anfiteatro ou no palco do DCE ou até mesmo no estacionamento do CCHL?
Atividades como esta, estão proibidas de ocorrerem dentro da Universidade Federal do Piauí, porque, segundo a administração da universidade, atrapalham aulas próximas e acarretam alguns prejuízos leves à UFPI. As aulas dificilmente eram atrapalhadas porque as atividades costumavam ocorrer após as 8 horas da noite, horário onde quase não há mais aulas. Já com relação aos prejuízos, a instituição tem razão, porque havia aqueles que, por motivos desconhecidos, atentavam contra o patrimônio derrubando portas e quebrando vidros.
 
Foto: Jornalesp.com
“Hoje não existem mais espaços culturais na UFPI, as pessoas tocam pelos cantos, até mesmo as calouradas deixaram de ser locais de espaços culturais, os shows só servem pra arrecadação de dinheiro, não existem mais os sarais pelo CCHL”, reclama Rafael Franco, administrador e ex-aluno da UFPI. 


  Anfiteatro do CCE é um dos espaços subutilizados.
Foto: Régis Falcão

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1 comentários:

Infocientizando disse...

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=)

9 de junho de 2010 17:53

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