1 de jun de 2010

THE resenha

Confira a resenha crítica do THE Music. Hoje: Teófilo Lima.

         
Se hoje em dia, Rock Moreira, Validuaté, e o rock regional em geral são o que mexe com as cadeiras dos piauienses aficionados por musica local, em meados dos anos 2000, as palavras de ordem eram outras: não havia, em Teresina ou no litoral, quem não conhecesse ou emitisse um sorriso de satisfação ao ouvir o nome e a pegada regueira de Teófilo Lima.
O músico, natural de Parnaíba, desde o início de sua carreira, cantou sobre amor, praia, e, sobretudo o Piauí. E em seu primeiro cd “Teófilo Com Fusão”, lançado em 2001, o artista conseguiu emplacar uma mistura pra lá de interessante entre o Reggae regional tão marcante na nossa cultura, com uma pegada mais rock’n roll que o levou às graças do público e da crítica e o alçou, em meados dos anos 00, a condição de artista de maior evidência em todo o Piauí
O álbum começa de forma arrasadora, com quatro das melhores músicas já escritas pelo artista, “Uma Menina”, “A volta do Zorro”, “Beijos e Cacos” e “Pedra do sal”, vindo, respectivamente, em uma sequencia capaz de arrebatar qualquer ouvinte. A interação é tão boa que a terceira e a quarta faixas parecem até fazer parte de um pout-pourri.


Infelizmente, a partir daí, o disco cai visivelmente de ritmo, em parte pela insistência de Teófilo em manter, após o início agitado, uma linha mais introspectiva já anunciada por Pedra Do Sal, mas sem conseguir alcançar os mesmos níveis de qualidade.

Uma menina

A volta do Zorro

Pedra do Sal

Encontramos uma tentativa de retomada já na oitava e nona faixas, onde “compreendi” através de um arranjo bem U2, emociona com a bela melodia. É uma daquelas típicas músicas de arremate “meio-fim de show” pra ganhar de vez a platéia já amaciada, e que deve ser cantada a plenos pulmões, de olhos fechados e com direito a isqueiros no ar (ou celulares, na geração-saúde contemporânea).
Logo após, com “Pais” temos uma volta das distorções e é impossível não mexer pelo menos o pezinho. Talvez essa seja a salva-vidas da segunda metade do cd, já que após isso,  até 12ª faixa, temos somente mais três músicas totalmente desconexas entre si: a chata “suba n’mim”, a regional “cabeça de cuia” e a curta, mas bonita “O mesmo”.
 
Foto:Trama Virtual

Ao final da audição a impressão que fica é que Teófilo tem talento, mas apesar dos momentos de brilhantismo seu primeiro cd é descontínuo, e realmente deixa a desejar em alguns momentos. “Teófilo Com Fusão” está, definitivamente, fadado a ser aquele cd do qual você sempre escutará as mesmas 5 faixas, mas que sempre vai ser um dos seus preferidos.

Álbum: Teófilo Com Fusão

Artista: Teófilo Lima

Ano: 2001

Selo: Independente

Nota do Blog: 2 e ½  *

Por: Filipe Poty
filipepoty@hotmail.com

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